No final dos anos 70 e início dos 80 havia um panorama muito simples e limitado da Ortopedia e Traumatologia brasileira: poucos ortopedistas com formação específica na área, cirurgiões que migraram para a ortopedia – inclusive alguns obstetras, um número restrito de profissionais eram importantes e dominavam a especialidade.
Professores, na sua maioria de formação autodidata, determinavam as condutas e as verdades. As novidades eram desconsideradas no seu nascimento, pois afrontavam o reinado absoluto dos 4 ou 5 grandes da época.
A traumatologia dominava a maioria dos estudos e publicações e se referia às fraturas, em especial às do colo do fêmur e do antebraço no adulto. A ortopedia tratava das sequelas de algumas infecções, como a tuberculose e as paralisias de causa viral ou decorrentes de acidentes no momento do nascimento.
Os materiais de síntese ainda eram pouco desenvolvidos, o que limitava muito a indicação do tratamento cirúrgico das fraturas; o tratamento conservador era considerado na maioria dos casos.
Não havia tratamento adequado para os processos degenerativos, nem para as infecções.
O Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. (IOT) era dividido em enfermarias, de homens, mulheres, meninos e meninas, e os grupos especializados nem eram conceituados.
Havia nitidamente uma necessidade de aprimorarmos os conhecimentos, o que só era possível com a criação dos grupos de estudo especializados em determinadas patologias ou regiões.
Os tumores já eram estudados separadamente e, logo depois, a paralisia cerebral pelos respectivos grupos. Um grupo de artrite foi criado para fazer as artroplastias, prática cirúrgica que iniciava na ortopedia, mas a divisão em patologias não satisfazia a necessidade de ampliar o conhecimento que também não atendia ao mercado gerado pela demanda dos pacientes.
Ninguém amanhecia ou tinha dores provocadas por um tumor, mas sim, tinha dores ou limitações nos pés, joelhos etc.
Não há cirurgiões capazes de atender tumores na coluna e na mão, ou tratar de distúrbios neurológicos nos joelhos e nos ombros. As artroplastias portanto deveriam fazem parte de arsenal cirúrgico para o tratamento de uma patologia traumática ou degenerativa de uma região. Nenhum paciente iria buscar diretamente um cirurgião de prótese, mas um cirurgião da área acometida.
Assim nasceram os grupos especializados em regiões anatômicas que atendiam ao desenvolvimento técnico cirúrgico e à demanda de consultório dos pacientes. O grupo de pé foi o primeiro a se organizar, e Marco Amatuzzi participava do grupo.
Era 1968. Marco Amatuzzi (Marco) era médico Assistente do Grupo de Mulheres do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. O residente era o Gilberto Luis Camanho (Camanho). Juntos, atendiam os pacientes, discutiam os casos, e operavam. Concomitantemente davam plantões no Pronto Socorro do IOT, sendo Amatuzzi o responsável pela equipe médica de um dos dias da semana.
As equipes de Pronto Socorro contavam com residentes e no dia do meu plantão quase sempre aparecia o Camanho. Juntos também no Pronto Socorro tínhamos mais oportunidade para conversar sobre aquilo que nos intrigava, as meniscectomias nos joelhos realizadas em grande número e sem o menor critério, pelo Brasil e pelo mundo. Trabalhávamos juntos também no Hospital da Polícia Militar, local onde eram realizadas muitas cirurgias de joelho.
No Brasil em alguns estados era indicada a meniscectomia dupla, ou seja, além da retirada do menisco lesado era retirado o outro menisco, são e sem lesão. Esse procedimento era justificado como profilático para os esportistas. O número de meniscectomias em idosos era cada vez maior e os pacientes não melhoravam de seus sintomas.
Na literatura sobre joelho o autor mais conhecido e que publicara o clássico livro sobre esta articulação era Ian Smillie. Escocês de Dundee logo tornar-se-ia nosso amigo de apreciarmos juntos nosso whisky, sempre escolhido e oferecido por ele, quando estagiamos na Hughston Clinic em Columbus, GA, como veremos mais adiante. Ele havia estado no Brasil e conosco, proferindo uma palestra no IOT em 11 de setembro de 1973. Mr. Smillie, mister por honraria concedida pela rainha da Inglaterra, se gabava de ter realizado número enorme de meniscectomias simples do joelho, triplicadas depois acrescentados os casos vistos na África do Sul dos mineiros que trabalhavam agachados, nas minas de carvão, e dos idosos com meniscopatia degenerativa.
Por outro lado, o diagnóstico da lesão meniscal era feito mais pela história clínica de dor após torção do joelho, seguida de derrame articular e falhas, sintomas inespecíficos que poderiam significar outras lesões ou patologias.
Outro fato que nos intrigava era que em muitas meniscectomias por nós praticada era constatada a lesão do ligamento cruzado anterior, o que era decepcionante.
A constatação era evidente. Não estávamos fazendo o diagnóstico correto de nossas indicações cirúrgicas. Nosso exame clínico estava deficiente e deveria ser pesquisado um método radiológico novo, capaz de nos dar a informação do estado dos meniscos do joelho.
João Alvarenga Rossi, na ocasião livre-docente, homem de muita leitura e pouca prática, mostrou a artrografia do joelho como método de diagnóstico das lesões intrínsecas da articulação, que havia visto em sua permanência na Alemanha.
Revendo a literatura encontramos a tese do português Serra de Oliveira que detalhava a técnica usando somente contraste iodado.
Entusiasmados eu e o Camanho, passamos a praticar esse exame em todos os pacientes com suspeita de leão meniscal.
Padronizada a técnica para o nosso meio, este exame radiológico era feito às sextas-feiras pela manhã na sala de gesso e com RX portátil. Através de punção subpatelar com agulha 30×9 logo seguida de injeção de um pouco de ar que refluía da articulação, o que nos dava a certeza da punção correta. Em seguida era injetado o contraste (Hypaque), lembrando que o líquido de contraste quando injetado na musculatura ou no subcutâneo provocava dor intensa. As radiografias eram feitas de frente, perfil e oblíquas tomando o cuidado da inclinação correta do raio central, para os pés na radiografia de perfil e para a cabeça do paciente na radiografia de frente.
Com os exames em mãos, fazia se a leitura das imagens, comparando seu resultado com o exame clínico e depois de operado com o achado cirúrgico. Com esses dados anotados e passados para cartões perfurados estávamos aptos a realizar e fazer o trabalho estatístico de nossa nova pesquisa o que resultaria em tese de doutoramento do Marco, defendida na F.M.U.S.P. aprovada com nota dez, elogiada pelo prof. Godoy Moreira, nesta época já professor emérito.
Cumpre lembrar que esta tese foi um trabalho de equipe que, unida, desenvolveu e padronizou um método utilizado durante mais de 10 anos para o diagnóstico das lesões do joelho e que serviu como base e ensinamento para a interpretação das ressonâncias magnéticas que surgiram logo depois.
O desenvolvimento desse método foi motivo de muita discussão, estudo e conversas em todos as oportunidades de convívio, como ambulatório, sala de gesso e centro cirúrgico, pois operávamos juntos para checar os achados.
Aos dois jovens ortopedistas (Marco e Camanho) foram se juntando outros residentes e assistentes como Marczyck, Nelson Soares, Olavo Padilha, Zumiotti, Egydio, Neylor, Júlio Marques, José Luiz Gouveia, e as fisioterapeutas Ângela Santos e Regina Almeida, todos interessados em aprender joelho, o que pouco se sabia no Brasil ou no exterior.
Logo percebe-se que joelho não era só meniscos e que a patologia da articulação era ampla, complexa e exigia estudos e pesquisas profundas. A solução seria buscar na literatura discutir e compreender os assuntos e as patologias, já que aqui no Brasil não havia referência de outros serviços especializados nos quais poderíamos nos atualizar. Para isso ficou combinado que todos interessados no estudo das doenças do joelho se reuniriam às quintas feiras à noite, revendo e discutindo a literatura para se inteirar do que havia de mais moderno no estudo das enfermidades dessa articulação, em todos os seus aspectos.
Nessas reuniões noturnas eram discutidos artigos da literatura sobre joelho, previamente selecionados e apresentados pelos componentes do grupo. Essas reuniões, no início eram apenas de estudo, mas logo passaram a ter uma conexão com o atendimento de pacientes, já que as técnicas cirúrgicas estudadas na reunião noturna eram introduzidas nos tratamentos propostos.
Inicialmente essas atividades eram restritas aos membros do IOT. Com o passar do tempo essas reuniões foram se intensificando, as técnicas estudadas eram experimentadas em laboratório de anatomia com cadáveres, pacientes eram operados e resultados começaram a aparecer. Novos conceitos foram firmados, o diagnóstico das lesões ligamentares era feito pela instabilidade criada pelas lesões e os tratamentos cirúrgicos atentavam para a correção dos movimentos repentinos de falseios que davam sintomas e muitas vezes incapacitavam os pacientes.
O grupo se tornou importante dentro do próprio IOT e na ortopedia nacional, pois havia introduzido novos conceitos assimilados por puro autodidatismo, já que nenhum de nós havia saído do país ou conhecido serviços específicos. No IOT já trabalhavam organizados o grupo de Paralisia Cerebral, o Grupo de Pé o Grupo de Paralisia Infantil.
Foi nesse momento que o Prof. Napoli, chefe de Clínica e sabedor das reuniões e do interesse desse grupo de colegas, achou por bem propor às autoridades departamentais a criação e oficialização do Grupo de Joelho, nas condições em que vinha atuando no IOT, sob a chefia do Marco, que deixaria o Grupo de Pé. Era 5 de agosto de 1971. Nascia assim o Grupo de Joelho do IOT, o segundo grupo especializado, dedicado ao estudo de uma articulação.
Este grupo se tornou conhecido pela sua presença em congressos e logo começou a promover cursos que eram disputadíssimos, dentro e fora do IOT.
O primeiro curso dado foi o de Campinas, ocasião em que o grupo de Joelho com todos os seus componentes ficou hospedado na Fazenda São Joaquim, em Amparo, de onde sairia para dar as aulas na cidade vizinha. Esta fazenda é do Marco que recebeu todos os colegas do grupo em sua sede rural. Ficaram mais de 15 colegas lá hospedados e, se ainda faltava uma amizade mais chegada entre eles, ela se completou nesses dias de convívio com todo o grupo do IOT e mais o Moyses Cohen e o nosso querido e saudoso Roberto Moon. De Amparo todas as manhãs saíamos da casa sede da fazenda de carro depois de um copo de leite puríssimo, em direção a Campinas, distante 80 km.
O curso de Campinas foi um sucesso absoluto e contou com a colaboração do Wilson Mello que, morador dessa cidade, segurava os alunos em classe enquanto os professores de São Paulo, hospedados em Amparo, não chegassem para suas aulas.
Esse primeiro curso deu origem ao Grupo de Estudo do Joelho de Campinas e aos cursos lá realizados por esses colegas na sua cidade. O curso seguinte foi realizado em Piracicaba, também com grande audiência e sucesso.
Nesta época estava programada para Campinas a Jornada de Ortopedia do Interior do Estado de São Paulo e Marco era diretor da regional da APM e da SBOT, que a promovia. E a ortopedia nacional tinha necessidade de um Curso Internacional de Joelho para que as novas noções que eram transmitidas pelo IOT fossem creditadas como verdadeiras e correntes. Nessa época Jack Hughston encantava o meio ortopédico com a sua classificação das instabilidades do joelho. Ele foi convidado e aceitou vir ao Brasil, nesse Congresso em Campinas, mesma Campinas que acabara de receber nosso Curso de Joelho.
Recepcioná-lo foi uma grande aventura que merece um relato à parte.
Visita de Jack Hughston ao Brasil
Ao recebê-lo, com sua esposa Sara, observamos que falavam outra língua, parecida com o inglês, o inglês do sul dos Estados Unidos. Não entendíamos uma palavra do que ele falava, muito menos o que falava a Sara.
Quem nos salvou foi, mais uma vez, o Robert Moon, que, americano de origem, entendia e falava também com sotaque sulista aquela estranha língua.
Levamos Jack Hughston a uma churrascaria e, já no convívio inicial, pudemos nos encantar com a doçura e simpatia daquele grande cirurgião do joelho.
No curso, suas aulas (traduzidas por Bob Moon) foram sensacionais.
A plateia foi dominada pela simpatia e conhecimento, além de receber princípios importantes de conduta médica e pessoal do grande mestre americano.
O curso ocorreu na Jornada do Interior do estado de São Paulo, em Campinas, congresso que na ocasião era sucesso absoluto. Findo o Congresso trouxemos o nosso convidado para o IOT onde ele proferiu mais palestras.
Lembro-me bem que assistindo a essas palestras no IOT estava o Prof. Marino Lazareschi, da Escola Paulista de Medicina, que nos chamou de lado e sugeriu que apresentássemos nossa experiência com o tratamento das afecções do joelho, pois a impressão era a de que nada sabíamos e aquilo que estava sendo tratado era absoluta novidade para um país subdesenvolvido. Foi quando aceitando essa sugestão pudemos mostrar ao Dr. Hughston que estávamos já aplicando esses conceitos e essa classificação das instabilidades, o que nos deu tremendo “up grade” junto a ele que imediatamente nos convidou para visitar a sua clínica em Columbus GA, e participar de reunião da Knee Society que seria realizada na própria cidade de Columbus.
Terminado o curso, havíamos prometido ao Jack Hughston uma viagem para o Rio de Janeiro, algo simpático (se não fosse trágico) adequado para alguém que vinha pela primeira vez ao Brasil.
Mas não de carro, nem pela Rio Santos!!!!!!!
Foi uma das piores viagens que fizemos na vida e para ele e sua esposa Sara. A bordo de uma Veraneio do Marco, nobre carro da época que era pouco mais que um caminhão, embarcamos na aventura rumo ao Rio de Janeiro.
Os assuntos se esgotaram antes de pegarmos a rodovia dos Imigrantes, pela limitação da língua, obviamente, e as conversas resumiam-se a relatos incompreensíveis de Jack Hughston com pequenas e rápidas atuações de Sara, encerrados por um Yes ou No, ora de Marco ora de Camanho. Quando a resposta era contestada, aguardávamos a nova descrição e mudávamos o nosso final.
Vez por outra falávamos “another beach”, como tem praias na Rio-Santos!
Paramos em Parati, antes que Sara tivesse uma ruptura de bexiga.
Após 9 horas intermináveis, chegamos ao Hotel Nacional e programamos um show próprio para turistas, eles dormiram como anjos, cansados.
No dia seguinte levamos os dois para passear pela cidade maravilhosa, que felizmente com suas belezas diminuiu muito o diálogo Yes or No.
Lá pelas tantas precisávamos de gasolina, pois retornaríamos a São Paulo no dia seguinte e naquela ocasião os postos estariam fechados, como ocorriam em todos os finais de semana, na época, note que estamos falando da década de 70. Restrição da época.
Paramos em um posto, enchemos o tanque da Veraneio e, sem a menor cerimônia, compramos um galão de 20 litros, que ficou entre as pernas de miss Sara no banco de trás do carro.
No dia seguinte levamos o casal para o aeroporto do Galeão, e quando embarcaram para a nossa alegria e acredito, para a deles também, era tanta, que fomos à churrascaria do Mario (fim do Leblon) e tomamos algumas caipirinhas e alguns chopes.
Retornamos para São Paulo parando em Pindamonhangaba, cidade na qual tenho um amigo que me forneceu mais gasolina, para concluirmos a aventura.
Encerramos a viagem com o compromisso de visitar Jack Hughston em Columbus GA, fato inusitado que merece um relato à parte.
De volta à rotina observamos que a visita havia sido um sucesso, pois Jack Hughston havia encantado a todos.
No ano seguinte fomos para Columbus. Visitamos a Hughston Clinic e participamos da reunião da Knee Society. No jantar de encerramento o Jack Hughston nos colocou na mesa principal. Ficamos entre ele e o Don O´Donoghue, o pai da Medicina Esportiva americana, de Oklahoma, que falava um inglês que mais parecia indígena. Nem seus colegas entendiam bem o que ele falava. Que suplício!
Lá estavam também Smillie, De Havem, Andrews, Kenneth-Jones, Losee, Clancy, Slocum, Walsh, todos autores conhecidos pelos seus trabalhos lidos e comentados no Grupo.
O Grupo de Joelho produzia muitos trabalhos que eram discutidos em grupo, publicados ou apresentados em congressos. Sua contribuição para a pesquisa era notável a ponto de influenciar favoravelmente nos relatórios da CAPES e no nível científico da Instituição.
O Grupo de Joelho do IOT cresceu na comunidade ortopédica. Outros ortopedistas que estudaram a patologia do joelho fora do IOT se aproximaram para frequentar as reuniões de quinta-feira à noite e os ambulatórios. Lembramos do Zuppi que toda quinta feira pegava a rodovia Presidente Dutra e vinha de Lorena para a reunião que também era frequentada por colegas de outros serviços da cidade de São Paulo.
Além disso recebíamos estagiários de todo o Brasil para o IOT e para as nossas clínicas particulares. Chegara o momento de se ampliar os horizontes do Grupo de Joelho do IOT e da USP fazendo jus ao tripé de recomendações sobre as quais foi fundada a nossa própria universidade, a Universidade de São Paulo. Ensino, pesquisa e serviço à comunidade.
Estávamos preparados para a fundação de uma sociedade, melhor maneira de estimular os interessados no estudo e divulgação dos novos conceitos que apareciam a cada momento e que tornavam a cirurgia do joelho em novo encanto para a ortopedia e traumatologia e mais ainda para a Medicina Esportiva.
Para isso pensamos em reunir em São Paulo especialistas de todo o país para discutir essa possibilidade e essa ideia. Foi quando conhecemos Mantegazza, presidente da Merck Sharp Dohne do Brasil (MSD) que abraçou a ideia, disponibilizando recursos para torná-la efetiva.
Escolhemos ortopedistas de todo o Brasil, quarenta colegas que poderiam se interessar pela ideia e convidamos para vir a São Paulo, oferecendo em nome da MSD passagem ida e volta e estadia no Maksoud Plaza onde seria realizado o encontro. Para atrair os convidados lembramos do Jimmy Andrews, segundo homem da Hughston Clinic, que aceitou o convite para estar conosco e proferir palestras.
Isto foi feito e no dia 17 junho de 1983 foi fundada a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, aprovados os estatutos e o logotipo, a nós presenteado por Fernando Gracie da agência Denison.
A primeira diretoria eleita nessa assembleia foi assim constituída; Presidente, Marco Martins Amatuzzi; Vice-presidente, Gilberto Luis Camanho; Secretário, Olavo Padilha; Tesoureiro, Osmar Camargo; Vogal, Yoshiki Okumura e mais três representantes de três estados brasileiros. Assim para o Rio Grande do Sul, Luis Roberto Marczyk, para a Bahia Luis Carlos Meneses (Lapão) e Minas Gerais, Neylor Lasmar. Dos estatutos da Sociedade constava que aos sócios não caberia nenhum pagamento de anuidade, mas sim a obrigatoriedade de comparecimento ao Congresso Brasileiro de Cirurgia do Joelho que seria realizado a cada dois anos.
O Grupo de Joelho continuou com suas reuniões noturnas de quinta feira até 13 de agosto de 1981. Foi quando seus idealizadores, mais velhos, assumindo compromissos junto à Sociedade, formando grupos para atenderem seus doentes particulares, tendo outros compromissos e com a clínica de cada um tomando impulso, associado às dificuldades de locomoção da cidade de São Paulo, tornava-se cada vez mais difícil dispor de tempo para as nossas reuniões noturnas.
O Grupo de Joelho do IOT seguiu sendo um dos grupos mais importantes do IOT. Passou a ser estruturado e os assistentes dedicavam-se apenas ao estudo da patologia do joelho. As reuniões cientificas continuavam a ocorrer e a produção científica até hoje é a maior, entre todos os grupos do IOT.
Nosso trabalho havia sido feito e a SBCJ se preparava para ser a maior Sociedade de especialidade do Brasil, tendo hoje 1624 sócios, todos admitidos depois de exame de provas e títulos.








